O que é Anorgasmia? Veja as causas e o tratamento

Entender o que é anorgasmia pode ter relação com diversos fatores. Isso envolve, por exemplos, possíveis traumas, ausência de preliminares durante o ato sexual e outros. Todos esses aspectos podem ser responsáveis pelo acarretamento de doenças psicológicas e ainda disfunções sexuais. E, esse é justamente o caso da anorgasmia.

De forma resumida, a anorgasmia consiste na ausência de orgasmo. Isso ocorre, inclusive, quando há estímulos corretos. Tal condição pode acarretar muitos prejuízos para a saúde e bem-estar da mulher, principalmente no quesito emocional.

Para entender a profundidade do problema e tudo que ele envolve, esse conteúdo tem como objetivo explicar o que é anorgasmia, suas causas, como e feito o diagnóstico e ainda o tratamento que poderá ser seguido. Confira.

O que é anorgasmia?

Primeiramente, é importante salientar que a anorgasmia consiste em um tipo de disfunção de caráter sexual. Em geral, é um problema muito recorrente entre mulheres. Alguns estudos, inclusive, apontam que a disfunção pode atingir entre 30% ate 75% de pessoas sexualmente ativas.

Além disso, a anorgasmia é conhecida como um transtorno acerca do orgasmo, ou seja, refere-se justamente a sua ausência mesmo diante de um período de excitação.

O que pode acarretar a inibição do orgasmo?

A inibição do orgasmo pode ser acarretada por uma série de fatores diferentes, desde psicológicos até anatômicos ou em detrimento do uso de alguns medicamentos – a pressão social também pode desencadear o problema em algumas pessoas.

O que é Anorgasmia

E, essa pressão nem mesmo se dá apenas pelo fato de ocorrer uma ausência de aceitação do problema, mas também por conta da falta de uma conversa ampla sobre o assunto e a percepção de que é totalmente possível encontrar tratamento.

Quais são os tipos possíveis de anorgasmia?

Entender o que é anorgasmia está diretamente associado à compreensão dos diferentes tipos que podem ser desenvolvidos por uma pessoa. Confira alguns exemplos:

  • Primário: consiste em quanto a mulher revela uma disfunção ainda em suas primeiras relações sexuais;
  • Secundário: ocorre, geralmente, em mulheres que já chegaram ao orgasmo, mas, em um dado momento, passam a não conseguir mais;
  • Situacional: em geral, a anorgasmia pode ser desencadeada em algumas situações especificas ou com um determinado parceiro;
  • Generalizada: a disfunção tende a acontecer de forma constante, ou seja, em qualquer situação.

No caso da anorgasmia primária e a secundária é possível que elas possam se  juntar aos dois últimos tipos (situacional e generalizada). Como resultado, independente de qual seja o tipo desenvolvido, é vital que a procura por um médico especialista seja o quanto antes, principalmente para entender a origem do problema e os possíveis tratamentos.

O que pode desencadear a anorgasmia?

Mais do que entender o que é anorgasmia, é fundamental compreender quais podem ser as possíveis causas. Em alguns casos, até mesmo o parceiro ou parceira podem contribuir para que o problema se desenvolva.

Causas de cunho psicológico

As causas psicológicas que podem contribuir para o desenvolvimento da anorgasmia são:

  • Organização familiar com ausência de estrutura;
  • Abuso sexual;
  • Traições ou histórico de agressões;
  • Depressão e doenças mentais;
  • Forte necessidade e manter o controle.

Causas de cunho emocional

As causas emocionais que podem contribuir para o desenvolvimento da anorgasmia são:

  • Vergonha durante a relação sexual;
  • Ausência de conhecimento sobre o corpo;
  • Falta de educação educacional;
  • Educação religiosa severa em relação à sexualidade.

Causas de cunho externo

As causas externas que podem contribuir para o desenvolvimento da anorgasmia são:

  • A própria anatomia física;
  • Parceiros que tenham diagnóstico de ejaculação precoce;
  • Uso de drogas, álcool ou psicotrópicos.

Anorgasmia e diagnóstico

Em primeiro lugar, é fundamental que a mulher seja submetida a um diagnóstico realizado por um profissional para confirmar a disfunção. Isso é primordial, visto que o problema pode ocorrer por ausência de preliminares, eventuais traumas ou até mesmo parceiros com ejaculação precoce.

Por isso, é de suma importância buscar ajuda profissional para poder obter uma avaliação mais precisa sobre a condição da anorgasmia.

Além disso, é importante reforçar que uma mulher não pode simplesmente receber um diagnóstico de anorgasmia quando relata não receber estímulos sexuais de forma suficiente – isso é ainda mais evidente quando ela é capaz de ter orgasmo quando se masturba, por exemplo.

O tratamento

Assim que torna-se possível entender o que é anorgasmia, o segundo passo é buscar o tratamento adequado. Lembrando que o diagnóstico precisa ser realizado com uma apuração minuciosa pelo sexólogo ou pelo ginecologista. Somente com essa premissa será possível indicar quais os tratamentos mais indicados. Portanto, isso acaba dependendo do problema em si.

Terapia sexual

A terapia sexual pode contribuir de forma qualitativa para que a mulher passe a ter um melhor conhecimento acerca do seu corpo, ou seja, vivenciar uma educação sexual adequada.

Quando a anorgasmia é proveniente de um trauma ou até mesmo abuso, o tratamento mais indicado é com um psicólogo. Essa também pode ser uma alternativa de tratamento para pessoas que lidem com inibições durante o ato sexual, principalmente em relação a tabus ou inseguranças.

Reposição hormonal

Já a reposição hormonal acaba sendo indicada em casos onde seja identificada uma disfunção – e que possa afetar diretamente a vida sexual. Existem casos, inclusive, que é necessário fazer o tratamento de outras doenças que possam acarretar a anorgasmia.

Conclusão

A identificação com todos os sintomas e condições relatados no decorrer desse conteúdo podem ser um alerta para buscar ajuda profissional. Esse é um ponto importante para a construção de um autoconhecimento mais profundo a respeito de si e de seu corpo.

Mais do que saber o que é anorgasmia, é fundamental priorizar que o sexo não precisa ser encarado como um mistério ou algo desconfortável e, por isso, falar sobre o tema e todos os aspectos envolvidos é indispensável sempre!

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